Atletas da Bahia voltam ao podium no segundo dia dos Jogos Escolares

Duas medalhas de prata e uma de bronze é o saldo de medalhas dos atletas baianos no segundo dia de competição dos Jogos Escolares da Juventude 2015, na faixa etária de 12 a 14 anos, que acontece até este domingo (6) em Fortaleza (CE). Natação e judô foram as modalidades que, pelo segundo dia consecutivo, garantiram presença da Bahia no podium, elevando para seis o número total de medalhas já asseguradas. No sábado (5), Thiago Silva Oliveira, estudante do colégio Salesiano Dom Bosco, conquistou o segundo lugar na prova de natação 400 metros livre, dividindo podium com Eduardo Oliveira/MG (ouro) e Caio França/RJ (bronze).

Logo depois, Thiago voltou ao pódium acompanhado dos colegas baianos Theo Esteves (Colégio Perfil), Rafael Ribeiro, Ruan Pablo e Brunelli Cardoso (os três últimos também alunos do Colégio Salesiano Dom Bosco) para receberem a medalha prata pelo segundo lugar conquistado na prova de revezamento 4 x 100 livre. Bastante disputada, a conquista foi muito comemorada pelos jovens, que receberam a medalha com “sabor de ouro”, pois não apareciam como favoritos da prova por terem se classificado em sétima posição para a disputa final. O podium foi dividido com equipes do Rio de Janeiro (ouro) e Rio Grande do Sul (bronze).

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Tanto Thiago e Theo são apoiados pelo Governo do Estado, por meio do Programa Estadual de Incentivo, Fazatleta, programa que tem gestão da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado (Setre). A delegação da Bahia soma 123 estudantes, sendo 59 disputando os jogos individuais e 64, as modalidades coletivas. O grupo viajou para Fortaleza com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia Setre, que cedeu passagens áreas e uniforme.

Judô para aluno da rede estadual

No judô, a atleta Jaqueline Nascimento, 13 anos garantiu medalha de bronze para a Bahia na categoria Ligeiro (- 40kg). Estudante do colégio estadual Rafael Oliveira, em Salvador, a judoca vibrou com a conquista do terceiro lugar. “Batalhei muito para estar aqui e foquei nos meus objetivos. Apesar de não ter ficado em primeiro lugar, como queria, essa medalha vale ouro para mim, porque disputei posição com atletas de todo o Brasil. Estou muito feliz”.

Praticante de judô há três anos, Jaqueline participa dos Jogos Escolares pela segunda vez. Para ela, “o melhor de todos os eventos que já participou. É o melhor campeonato”. Não é somente pela conquista da medalha que Jaqueline faz, com segurança, essa afirmação. Ela cita, como pontos positivos, a presença de jovens de todo o País, a possibilidade de conhecer outras culturas e fazer novas amizades.

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A integração da equipe e conviver com atletas do próprio estado são outros aspectos importantes destacados por Jaqueline. Ela observa que isso é possível pelo fato de todos ficarem hospedados no mesmo local, “diferente de outras competições, onde quem tem mais dinheiro hospeda-se em locais diferentes, dispersando a equipe”. Nesta edição, toda a delegação baiana ocupa um único hotel, o que possibilitou uma aproximação maior de todas as equipes de atletas, técnicos e dirigentes.

Exemplo

Filha de mãe trabalhadora doméstica e pai pedreiro, Jaqueline é um exemplo de que foco e determinação são prerrogativas que não podem faltar ao atleta que deseja ser vitorioso. Das cinco garotas que há três anos foram selecionadas para participar de um projeto de escolinha de judô no bairro de Cajazeiras, ela foi a única que permaneceu até a presente data.

A persistência de Jaqueline, que treina de segunda a quinta em dois locais situados em bairros diferentes, já lhe garantiu vitórias importantes – atualmente, é a campeã brasileira de judô na categoria ligeiro (conquistou medalha de ouro na edição de 2014), também foi ouro nas edições de 2013 e 2014 do campeonato regional de judô, assim como campeã da Copa Internacional Fortaleza (2014).

No pan-americano da modalidade, realizado no país caribenho Porto Rico, em 2014, subiu novamente no ponto mais alto do podium. Agora em 2015, conquistou medalha de prata na Copa Minas de Judô. “Uma vez me perguntaram se eu viveria sem o judô. É claro que viveria. Mas com o judô, a minha vida ficou muito melhor. O judô me possibilita conhecer um mundo que antes eu nem sabia que existia”.