Secult estuda proteção oficial das Cheganças e Marujadas na Bahia

Com o propósito de salvaguardar e propor um registro de Patrimônio Cultural Imaterial das ‘Cheganças e Marujadas’ na Bahia, a equipe técnica do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), participa neste sábado (8), a partir das 9h, do 3º Encontro de Cheganças da Bahia, em Saubara, localizada às margens da Baía de Todos-os-Santos, no Recôncavo Baiano, a 108 quilômetros de Salvador por via terrestre.

O evento terá a presença do secretário de Cultura, Jorge Portugal, do diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, da diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Arany Santana, do gerente de Patrimônio Imaterial do Ipac, Roberto Pellegrino, assessores e técnicos estaduais. O encontro tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O projeto do evento recebeu o Prêmio de Culturas Afro-brasileiras da Fundação Palmares e Secretaria da Diversidade do Ministério da Cultura.

Patrimônio Imaterial 

A Associação Chegança de Marujos Fragata Brasileiro de Saubara solicitou o registro da manifestação ao Ipac. “Como existem muitas em todo o estado, a ideia é elaborarmos um dossiê único com pesquisa documental, imagética e entrevistas, comprovando a importância dessa manifestação na Bahia para torná-la Patrimônio Imaterial”, explica João Carlos de Oliveira.

Após os estudos, o dossiê será encaminhado pela Secult ao Conselho Estadual de Cultura, que aprova ou não a proposta. Caso positivo, o governador analisa e decide pela publicação no Diário Oficial. Segundo o coordenador do evento, Rosildo Rosário, a programação deste sábado tem início com roda de conversa integrada por mestres e integrantes da Secult. À tarde ocorre o desfile de grupos de Saubara, Cairú, Jacobina, Remanso, Taperoá e Camaçari.

Tradições

Segundo historiadores, as ‘Cheganças e Marujadas’ representam as façanhas marítimas dos portugueses nos séculos 15, 16, 17 e 18, misturando tradições ibéricas e culturas locais. Por isso, as dramatizações com fusões de costumes, inclusão de ‘cristãos’ e ‘mouros’, ‘guerras’, ‘conquistas’, ‘vitórias’ e outras características. 

As pesquisas e estudos para um dossiê podem levar de seis meses até três anos, a depender da extensão geográfica de onde há essa manifestação, da facilidade de documentos históricos e da complexidade do tema. Mais informações estão disponíveis no site do encontro. Sobre o registro de bem imaterial na Geima/Ipac os contatos são o telefone (71) 3116-6828 ou o endereço [email protected]